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Max Gonzaga e a “Classe Média”
A nova música do Brasil, a “Nova MPB”, tem ganhado muitos adeptos e Max Gonzaga é um deles. Tendo a música presente em sua vida desde os 15 anos de idade, Max, com seu violão, compõe e interpreta, acompanhado dos músicos Brau Mendonça (violão), Titelo Prado (contra-baixo), Bebê do Góes (percussão) e Rodolfo Laumes (bateria) e já tem seu primeiro CD, “Marginal”, lançado em 2005. O sarcasmo da música “Classe Média” abre o disco e chama bastante a atenção. Leia um trecho da letra: Ai a mídia manifesta a sua opinião regressa De implantar pena de morte, ou reduzir a idade penal E eu que sou bem informado concordo e faço passeata Enquanto aumenta a audiência e a tiragem do jornal
Porque eu não "to nem ai" Se o traficante é quem manda na favela Eu não "to nem aqui" Se morre gente ou tem enchente em itaquera Eu quero é que se exploda a periferia toda
Toda tragédia só me importa quando bate em minha porta Porque é mais fácil condenar quem já cumpre pena de vida
Conheça o restante do trabalho de Max Gonzaga em seu site, www.maxgonzaga.com.br. Lá, o visitante pode ouvir as músicas do disco “Marginal”, ler as letras, ver vídeos etc. Vale a pena conferir, pra classe média nenhuma botar defeito!
Escrito por pre-fabricando.com às 19h37
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Pré-Fabricando no Tribuna
A crônica da 7ª edição do nosso webjornal , “Leandro contra o homem mau”, de Fred Gondim, foi publicada na edição de nº 1074 do jornal Tribuna do Planalto. Clique aqui.
Escrito por pre-fabricando.com às 21h19
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O nosso biocombustível amigo por Ciro Ribeiro Rocha
Recentemente, o presidente estadunidense George W. Bush, buscando estreitar laços comerciais com o governo brasileiro, pisou na capital tupiniquim para se encontrar com Lula. A notícia é antiga, mas a discussão ainda é válida.
É certo que, hoje, Bush – que há alguns anos se recusou a assinar o Protocolo de Kyoto, alegando prejudicar a economia de seu país – e seu povo (finalmente) perceberam delicada a situação em que se encontram, devido às “regalias” cometidas no passado. Ou acordam para o mundo no sentido de fazerem algo em relação à preservação ambiental, ou o país está condenado. Os efeitos disso já podem ser percebidos no aumento gradual da temperatura (que nos últimos 10 anos chegou a subir 4ºC) e a catástrofe causada pelo furacão Katrina, que assolou parte da cidade de New Orleans.
Aliando sua aparente preocupação ambiental à pressão popular mundial, Bush, em uma tentativa desesperada de salvar sua popularidade e, mais do que isso, o futuro da economia dos Estados Unidos da América, propôs ao presidente Lula que os dois países trocassem a tecnologia norte-americana (produtos eletroeletrônicos) pelo biocombustível brasileiro. Tudo porque, hoje, o Brasil ocupa uma posição privilegiada no cenário mundial, fruto de uma política implantada há três décadas com o “Proálcool”.
O biocombustível nasceu como uma opção econômica às sucessivas crises do preço do petróleo no Oriente Médio, explorado constantemente sem qualquer preocupação com o meio-ambiente. De acordo com recente relatório sobre o aquecimento global, a situação é diferente, pois o problema passa a atingir os países desenvolvidos. Isso porque estes, além da grande utilização dos combustíveis fósseis nos carros, produzem energia através de usinas termelétricas, altamente poluidoras. O álcool oferece mais que um bom preço nos postos de combustíveis, se comparado ao da gasolina. Acima de tudo, o álcool é uma alternativa de diminuição da poluição do ar, o que reduz impactos negativos na atmosfera terrestre.
Em suma, os fatores apresentados comprovam a “tendência” e condições adequadas de o Brasil se destacar e ganhar espaço favorável na economia mundial. Cabe aos nossos governantes darem os passos certos, o que infelizmente não vem sendo feito. Prova maior disso é a política de alienação a qual o país se submete, representada em programas governamentais como bolsa-escola, bolsa-família, bolsa-moradia etc.
Em meio a tantas bolsas, a população paralisa; ou o que é pior, retrocede. São programas sem nenhuma contrapartida, de acomodação, em que a mão-de-obra qualificada paga impostos cada vez mais altos para sustentar os benefícios cedidos pelo governo, mesmo que muitos dos beneficiários optam por não trabalhar para não perder as bolsas que recebem (até porque ganham mais com elas do que com um emprego). Nota-se que a acomodação do povo não vem com a criação das bolsas. É uma característica histórica da maoiria, que vem de muito antes da criação desses recursos. São bons recursos, mas com uma péssima distribuição em um país tão grande e desigual.
O fato é que isso acaba se tornando um ciclo sem fim: o governo não melhora a educação do país (já que com isso as pessoas se tornariam mais críticas e argumentativas, o que comprometeria o resultado das eleições, baseado no atual estado das mesmas), as bolsas continuam, e o governo continua não melhorando.
O resultado desse quadro não pode ser outro senão a fome, miséria e instabilidade futura; o número de pessoas que recebem o benefício cresceria, os impostos aumentariam, e os trabalhadores, que bancam o sistema, se revoltariam com o governo. Com isso, o programa seria ativado, depois de tanto tempo de acomodação, e os inclusos no mesmo, sem nenhuma qualificação profissional, ficariam ainda mais marginalizados.
O Brasil tem parte da agricultura mundial nas mãos e, com a globalização crescente, isso se torna tudo, dada a essencialidade desse recurso para a sobrevivência e conforto. Vale ressaltar outra vez: o futuro do país começa agora. Cabe a consciência de escolher os governantes do país e torcer para que estes dêem os passos certos.
Escrito por pre-fabricando.com às 23h42
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Uma turbina de problemas - Parte I
por Lutiane Portilho
Dificuldade de embarque. Falta de informação. Funcionários encurralados por passageiros. Pessoas indo para aeroporto sem saber se vão realmente embarcar. Esse é só o começo de uma novela que ainda vai render comentários. Depois de uma paralisação dos controladores de vôo, no fim da semana passada, o chamado “apagão” aponta para vários culpados: excesso de trabalho dos controladores, equipamentos obsoletos e negligência do Estado.
Desde o fim do ano passado, os vôos são constantemente cancelados ou sofrem algum tipo de atraso. À primeira vista, os problemas estavam sendo causados pela operação-padrão dos controladores que restabeleceram à força parâmetros internacionais de segurança. Além disso, o Cindacta-1 (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo), em Brasília, sofre com a falta de profissionais que estão sendo investigados pela queda do Boeing da Gol, fato que ocorreu em setembro.
Como se a falta de funcionário não fosse o bastante, a falta de equipamentos e recursos para que eles trabalhem também ajudou a aumentar o clima de crise. Houve falha nos equipamentos dos estados de São Paulo, Rio e Amazonas, o que contribuiu de maneira significativa no tempo de espera por parte dos passageiros. Desde o começo desse mês, o aeroporto de Congonhas sempre pára quando chove. Motivo? Sua pista auxiliar está fechada para reformas e a principal tem graves problemas de escoamento.
Escrito por pre-fabricando.com às 00h33
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